Marketing Digital

O instinto da linguagem

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Por Camila Dantas, Equipe de Conteúdo 

Antes de começar a escrever este artigo, pensei em falar sobre diversos assuntos envolvendo a rotina da equipe de conteúdo aqui na Tritone. Mas foi a partir dessa reflexão que cheguei ao tema “linguagem”, palavra bastante citada em planejamentos de comunicação e que, muitas vezes, não nos aprofundamos no seu significado e nos inúmeros estudos que existem sobre o assunto.

Para isso, decidi voltar no tempo, lá na época de faculdade, na qual tive uma matéria chamada Ciências da Linguagem. Mas, antes de tudo, o que dizem os dicionários sobre o que é linguagem? A primeira definição que temos é:

1 ling qualquer meio sistemático de comunicar ideias ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc.1

‹ l. humana › ‹ funções da l. ›

Na sequência, encontramos também esta definição:

4 .ext. meio de comunicação natural próprio de uma espécie animal

‹ a l. dos golfinhos, das abelhas, das baleias ›

Calma, não pretendo me aprofundar nos estudos da Linguística ou até mesmo da Neurociência, mas só por essas definições já podemos parar para pensar: como a linguagem funciona? Como as crianças a aprendem? Na faculdade, tive como desafio a leitura do livro “O Instinto da Linguagem”, de Steven Pinker, do qual tirei o título desse artigo. Não porque o tema era complexo (apesar de ser um pouquinho), mas sim pelo fato de ter outras leituras e trabalhos a fazer. No fim, foi o melhor livro que li em todo o período de estudos.

Steven Pinker é um dos maiores especialistas mundiais em linguagem e mente, além de diretor do Centro de Neurociência Cognitiva do Massachusetts of Technology. O autor é conhecido por sua teoria revolucionária sobre a aquisição da linguagem pelas crianças e, nesse livro, ele explica todo o processo de forma humorada e bem embasada.

Para começar, Pinker discorre sobre sua tese de que a linguagem não é uma invenção humana. Na verdade, ela é uma peça da constituição biológica do cérebro, ou seja, um evento mental. Por isso o título “instinto da linguagem”, que se pegarmos a definição isolada da palavra “instinto”, as coisas começam a ficar ainda mais claras:

1 impulso interior que faz um animal executar inconscientemente atos adequados às necessidades de sobrevivência própria, da sua espécie ou da sua prole

‹ i. de nutrição, de copulação, de migração, de nidificação › ‹ i. sexual ›

Para que eu consiga transmitir o que penso, preciso conectar as ideias e utilizar algum meio de expressão. Pinker traz a linguagem como uma habilidade natural, a ponto de um simples ruído produzido por nossa boca fazer surgir novas ideias na mente de outra pessoa. Se pegarmos como exemplo o ato de se falar com um cachorro, chegamos à conclusão de que o animal não entende a nossa língua, e sim a nossa linguagem. Curioso, não?

É ainda mais curioso saber que todo esse processo acontece enquanto estamos traçando a melhor estratégia para impactar pessoas com uma publicidade. São passos que antecedem nosso trabalho de análise de discurso de algo totalmente instintivo.

Apoiado em teses de Darwin e Chomsky, o autor mostra que a linguagem é uma habilidade complexa, mas que se desenvolve espontaneamente na criança. Para Pinker, a fala é a verdadeira invenção humana, sendo a escrita seu acessório.

Em seu livro de mais de 500 páginas, Pinker responde a muitas perguntas que surgem naturalmente quando o assunto é linguagem e línguas. Apesar de ter capítulos interessantíssimos, que eu poderia esmiuçar cada um deles aqui, a ideia desse post é despertar em você a mesma curiosidade e reflexão em que o meu querido professor, Roberto Coelho, despertou em mim.

Uma dica de leitura que vale não só para quem estuda essa ciência da linguagem, mas como Pinker diz em seu livro “ a todos os que utilizam a linguagem, ou seja, a todos!”.

É isso. Até a próxima! =)

Sobre o autor

Tritone Interactive

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